A sociedade nos impõe silêncios quando fugimos ao jogo das máscaras sócias,
do comercio de signos que circulam em um dado meio cultural. Ir contra o
convencional, o consentido como possível, lança o indivíduo a margem, ao abismo
das imaginações. O outro deve ser sempre um igual e jamais o diferente, o
diverso que não serve de espelho. A ditadura do falso consenso, da
homogeneidade e replicação de falas, define a miséria das sociabilidades e intercâmbios
intersubjetivos. Somos sempre reféns de alguma gramatica tribal, peixinhos vermelhos em um aquário invisível.
Este blog tem por objetivo a critica a razão moderna tal como configurada pela Iluminismo e pelas revoluções industrial e francesa. Ocupa-se, portanto, das tendências culturais e estéticas ditas “irracionalistas”, representadas pelo Romantismo, pelo Simbolismo, Decadentismo, pela filosofia de Nietzsche e Schopenhauer e, posteriormente, pelas vanguardas estéticas européias da segunda dezena do século XX e finalmente o HEAVY METAL...
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
PENSE COM OS LOUCOS!
Pensar é inútil quando não se tem alma,
Quando o pensamento se confunde com uma
prisão,
Com um conjunto de premissas e formulas,
Hipóteses, abstrações e conclusões.
Pense apenas o que lhe der prazer
Contra os eruditos da norma e da grande
cultura.
Pense com vinho e poesia,
Com a carne e o sangue.
Seja complexo na simplicidade,
Quase ilegível aos ignorantes do caos
fundamental.
Todo pensar é um aprendizado de paradoxos,
Uma experiência de rasas profundezas
e abismas metamorfoses.
e abismas metamorfoses.
Pensar é inútil quando não envolve emoções.
A POTÊNCIA DA IMAGINAÇÃO
A imaginação é um artificio de constante
reelaboração da realidade.
Inventamos a vida em novidades
Desconstruindo sempre de novo os limites do
possível.
Por isso somos movidos por questionamentos,
Pela mistura do interior e do exterior da consciência,
Que sempre refaz a vida em múltiplas perspectivas.
Não somos pontos, mas um campo de forças
diversas
Pulsando em expansões e re-equacionamentos
de um plano concreto de existência.
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
A IMAGINAÇÃO É INIMIGA DA VERDADE
A recusa do ideal de verdade é a maior virtude dos espíritos livres, pois nos conduz a liberdade de criar, de apostar na imaginação, como instrumento privilegiado de invenção de nós mesmos.
Por isso considero a arte a mais elevada forma de expressão do acontecer da vida humana. Somos criadores de nós mesmos, não os servos de velhas certezas. A prisão da norma e da boa razão nos castra a ousadia de pensamento.
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
O PEQUENO MUNDO DE NOSSA IMAGINAÇÃO
O pensar e o querer se misturam no sentir e, assim, se estabelecem
nossas representações das coisas. Não como uma modalidade de conhecimento
objetivo, mas como uma forma de imaginação abstrata e passional. Tomamos as
coisas tal como definidas pelos nossos caprichos opinativos embasados por um modo
peculiar de ver e perceber. Fazemos do pequeno mundo de nossa imaginação a
medida de todas as coisas.
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
IGNORÂNCIA ILUSTRADA
O problema identitário é uma
questão cada vez mais distante de nosso modo contemporâneo de existência. Estamos
longe do conformismo a papéis sociais, a definições ideológicas ou mesmo
comportamentais.
Buscamos coletivamente existir em
um campo de indeterminações e experimentações alheio a sedução dos grandes
discursos. Acho mesmo que em tempos de
internet vivemos de uma ignorância ilustrada.
SENSUALISMO COGNITIVO
O pensar já não cabe em
rebuscadas teorias ou praticas discursivas voltadas para o esclarecimento, para
o dizer de uma verdade configurada por estratégias complexas de significação do
mundo. É o efêmero do virtual que nos afeta as sensibilidades em tempos em que
as grandes explicações totalizantes caíram
em descredito.
O pensar é cada vez mais
concreto, sensual e imediato. Ele atravessa o corpo como uma canção, aproxima
arte e pensamento, nos reinventa bárbaros diante das ruínas civilizatórias do velho ocidente.
Já não temos fome de
conhecimento, mas de experiências.
UMA NOVA TERRA
Busco uma atmosfera respirável
Livre de velhas certezas,
Distante de convicções vazias e antigas.
Busco a palavra que não é nome,
O discurso do avesso dos
enunciados.
Quero o pensamento que é feito de carne e vida,
O grito dos livros no deserto.
Aquilo que não existe, nesta
ficção que sou eu,
É o destino de uma nova forma de sentir
e viver.
O pensamento que me pensa será existência
Na velocidade do meu silêncio.
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
O ABISMO DO INDIZÍVEL
Desde sempre dependemos uns dos
outros. Ninguém é capaz de viver sozinho. Esta é uma limitação intransponível de
nossa condição humana.
Mas, mesmo em situação de isolamento, somos interiormente vários, uma pluralidade de consciências e vozes que nunca se entendem. Dependemos dos outros, mas na maior parte do tempo eles habitam em nós mesmos.
Segundo C. G. Jung, o próprio ego é apenas um complexo entre outros e individuar-se é descobrir-se como uma coexistência do singular e do universal.
A psique objetiva contém nossa consciência diferenciada, o que faz de nós um paradoxo entre a parte que não pertence ao todo. Em outros termos, não é o Ser que nos define, mas justamente o que o transcende enquanto grandeza absoluta e concebível.
Afinal, o que são os arquetípicos a não ser um vazio, um informe que só existe para nós através das imagens que lhes servem como impressão? Existência e inexistência são categorias que precisam ser reconsideradas a partir de uma nova definição de realidade como um ponto de interseção entre o manifesto e o imanifesto.
Mas, mesmo em situação de isolamento, somos interiormente vários, uma pluralidade de consciências e vozes que nunca se entendem. Dependemos dos outros, mas na maior parte do tempo eles habitam em nós mesmos.
Segundo C. G. Jung, o próprio ego é apenas um complexo entre outros e individuar-se é descobrir-se como uma coexistência do singular e do universal.
A psique objetiva contém nossa consciência diferenciada, o que faz de nós um paradoxo entre a parte que não pertence ao todo. Em outros termos, não é o Ser que nos define, mas justamente o que o transcende enquanto grandeza absoluta e concebível.
Afinal, o que são os arquetípicos a não ser um vazio, um informe que só existe para nós através das imagens que lhes servem como impressão? Existência e inexistência são categorias que precisam ser reconsideradas a partir de uma nova definição de realidade como um ponto de interseção entre o manifesto e o imanifesto.
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