O consumidor conformado,
o trabalhador resignado,
que sonha com dinheiro fácil
não acredita em revolução.
É conservador, crédulo e pragmático.
Não liga para o futuro
e nada aprendeu com o passado.
Apenas segue em frente ao sabor do momento.
O mundo é, para ele,
um problema dos outros.
O umbigo é seu
eterno e concreto universo,
entre o consumo, o trabalho e o tédio.
Sem alarde, o proletariado pôs fim a história
desencantando de novo o universo.