aos poetas malditos,
de ontem e de sempre.
Evoco a memória dos vencidos,
dos revoltados e proscritos,
que escreveram contra tudo que é divino,
imaculado e sagrado.
Dedico meus versos
aos inspirados pelo diabo,
aos que desafiaram a ordem e o poder,
que negam a moral, bons costumes e autoridades.
Que jamais juraram lealdade a qualquer rei.
Dedico meus versos aos literatos
classificados pelos lacaios do crucificado como imorais e foras da lei.