A fé apequena a consciência ao levá-la a odiar o mundo e amar o ideal.
É um platonismo ingênuo onde a norma e a autoridade atingem o status de cosmologia,
reduzindo a imaginação a superstição.
A fé, ouso mesmo afirmar, é um modo de duvidar de si mesmo mediante a afirmação de uma realeza metafisica e universal.
A fé não é, afinal, o ato de acreditar sem provas ou racionalidade,
é, antes de tudo, submeter-se a autoridade como um escravo dedicado e orgulhoso.