domingo, 3 de maio de 2026

A ESCRAVIDÃO DA FÉ


A fé  apequena a consciência fraca ao levá-la a odiar o mundo e amar o ideal.
É  um platonismo ingênuo onde a norma e a autoridade atingem o status de cosmologia,
reduzindo a imaginação  a superstição. 

A fé, ouso mesmo afirmar, é  um modo de duvidar de si mesmo mediante a afirmação  de uma realeza metafisica, absoluta e universal.

A fé  não é, afinal,  o ato de acreditar sem provas ou racionalidade,
é, antes de tudo, submeter-se a autoridade como um escravo dedicado e orgulhoso da sua mediocridade.

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