O mundo trafega entre o absurdo e o anedótico de cada dia, entre a ilusão de um "eu" que se despe coletivamente vivido enquanto paradoxalmente buscamos o instinto e evasão do prazer de cada momento sentido e ferido no corpo que é tudo que somos...
Este blog tem por objetivo a critica a razão moderna tal como configurada pela Iluminismo e pelas revoluções industrial e francesa. Ocupa-se, portanto, das tendências culturais e estéticas ditas “irracionalistas”, representadas pelo Romantismo, pelo Simbolismo, Decadentismo, pela filosofia de Nietzsche e Schopenhauer e, posteriormente, pelas vanguardas estéticas européias da segunda dezena do século XX e finalmente o HEAVY METAL...
terça-feira, 19 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
REBELDIA E ALTERIDADE
É preciso vomitar sobre as pessoas nossa bílis de mundo até expulsa-las de dentro de nós mesmos respirando nosso mais intimo e distorcido eu em cada quebrado pedaço de realidade. Só assim nos reconhecemos no vazio e ilusão do espelho...
Pois só nos tronamos quem somos através da pluralidade de outros com os quais nos relacionamos no muito além das certezas coletivas e artificiais codificações da existência através de igrejas e sociedades...
NO AVESSO DO ESPELHO
Mundos habitam o espaço
Entre a parede e o espelho,
Revelando
Complexos Infinitos
Espalhados no quase nada
De um corte
Na pele morta de
Realidades inacabadas.
Elas duram milênios
Na profunda aventura
De um segundo.
Duram o suficiente
Para que eu surpreenda
No chão
Meu rosto caído e amassado.
domingo, 17 de outubro de 2010
MELANCOLIA DE FIM DE TARDE
A luz morta
De um sol de crepúsculo
Torna a paisagem triste,
Apaga a alma das coisas,
Desbota as horas
Inventando noites,
Vazios e sonhos...
Quase não existo
Afogado
Na paisagem triste...
sábado, 9 de outubro de 2010
ALÉM DA SOCIEDADE
O cotidiano dizer
De vazios
Que define
O estar entre os outros
Em ilusões de sociedade
Jamais me bastou.
Preciso sempre
Respirar selvagem
A radicalidade das sensações de mundo,
Marcadas no corpo
Em uivos de prazer e de dor...
SOLITUDE
Preso a mim mesmo
No precário acontecer dos fatos
Tenho me perdido
No pouco viver
Das sobras de cada dia.
Reinventado a mim mesmo
Em cada derrota
E fracasso,
Perdido juízos
E certezas
Na mais profunda angustia
De me saber jogado no mundo
Sem sombras ou infinitos...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
solidão e multidão
Levo um segredo em meu rosto,
Um silêncio,
Um olhar de revolta e tédio
Enterrado no anonimato da multidão
Onde correndo contra o rebanho
Me dispo de todas as regras
Na transmutação
De todos os valores....
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