terça-feira, 18 de dezembro de 2012

OS PIORES DIAS

Os piores dias são aqueles em que ansiamos apenas pelo passar dar horas, onde só pensamos em nos livrar dos fatos e rotinas vividas, deslocados do simples e mecânico exercício da existência entre os outros.
Os piores dias são aqueles em que nos rendemos a ilusão de qualquer devaneio de momento, apenas para não prestar atenção as coisas e nos entregar impunimente as mais inconsequentes imaginações.
Os piores e mais fantásticos  dias são aqueles em que ousamos simplesmente viver de verdade, sem temer consequências...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

REALIDADE


A realidade
É a roupa rota
Que nos veste
Todos os dias
Quando tudo
Que queremos
É nos despir
Do mundo,
Esquecer os dias...

PROCURA-SE MULHER DE RUA


Quero o corpo quente
E macio
De uma mulher qualquer,
Sem virtudes e brilhos,
Para esquecer o mundo
No máximo
Do meu prazer.
Quero a vida
Agora e simples
Dentro e fundo
Do meu querer
Como quem sonha
Sem fantasias
Uma mulher despida
De toda quimera
E fato,
Sem um brilho no olhar
Se quer.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A DOR DE QUERER

O querer me fere
Tão profundamente
A vontade
Que me desfaz
Os pensamentos
No quebranto absoluto
Do corpo e dos sentimentos.
O querer, de tão intenso,
Aos poucos me mata...

UM POUCO DE PUTARIA

A vida não vale a pena
Sem um pouco de boa putaria.
Sem pensamentos sujos,
Trepadas no escuro
E outras coisas
Que acontecem
Na liberdade de um impulso.
Na verdade
A vida exige
Um pouco de putaria
Para ser suportada.

MÍSERA CONDIÇÃO HUMANA

A vida às vezes tem um gosto estranho de coisa passada, pesada e turva, como se o dia surpreende-se de repente a existência em sua mais crua e inconfessável nudez de náuseas.

É como se todas as nossas piores desconfianças sobre a face sombria e obscura da natureza humana se fizesse tão clara ao ponto de desfazer definitivamente a aparente ordem das coisas que nos mantém lúcidos e dóceis frente às ilusórias verdades sociais.

Sim... há certas ocasiões em que a percepção do caos universal torna-se inevitável, em que somos plenamente conscientes do sombrio e do absurdo do qual é capaz o humano.

O cinismo da humanidade consiste em transvestir-se de nobres ideias para ocultar sua atroz miséria mascarada pela falácia do dualismo entre o bem e o mal.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

DEPOIS DO SEXO

Minha mão exausta
Encontram teus pelos
Pubianos
No cansado abraço
De depois do coito
Brincando como o absoluto
De nosso desejo.
Pois o querer
Não se estingue
Depois do orgasmo,
Nem é abstrato e vago
Como propõem
As ilusões românticas.

A SAGRAÇÃO DO SEXO

Trepar,
Fuder,
Comer,
Transar,
Amar...
Tantas palavras
Para dizer
O que não cabe
Na Palavra
E nos consome
No silêncio nervoso
Da cama
De modo mais contundente
Do que o ensinamento
De todas as religiões somadas.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

INCOMUNICABILIDADE



Não me conte
O que você vê.
Não quero saber.
Se quer habitamos
O mesmo mundo.
Sua palavras quebram
Ao tocar meu ouvido.
Quem disse que
Somo iguais
No abstrato universal
Da falácia de  humanidade?
Deixe-me aqui comigo,
Não quero sua companhia.
Sua existência
Pouco cabe em minha vida...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ESCOLHAS E PÓS SOCIEDADE

Há individuos e INDIVIDUOS... Há sociedades  e rebeldes, ou simplesmente, o espelho da consciência entre o eu e os outros  em meio as provisórias codificações coletivas de mundo.
 Eu prefiro a margem, enquanto muitos  escolhem o incerto mar aberto da sociedade...
QUAL SUA ESCOLHA?