terça-feira, 16 de junho de 2009

DELÍRIO E SILÊNCIO DE DES-REALIDADES

Os dias são feitos de silêncios que desafiamos em cada palavra diante do nada que nos consome como infinito testemunho de virtuais futuros.
O significado da vida é não ter significado algum. Por isso somos inventivos e inventados por novos e constantes modos de dizer o silêncio a cada desesperada frase de significado, aposta e sonho na construção da realidade...
TUDO È UMA QUESTÃO DE IMAGINAÇÕES...!

EMBRIAGUEZ


Provisoriamente existente
Em desfeitos mundos de imaginações
Vislumbro o limite
Entre a rotina e o sonho,
Esqueço cotidianos
Reinventando minhas razões de bolso
Enquanto o mundo
DESAPARECE a minha volta
Quase de repente
No ilegível do pensamento embriagado...

sábado, 13 de junho de 2009

AMOR LOUCO

Dentro dos seus olhos
Vejo abismos desenhados
Em imaginações de delírios,
Ventos e limites.

Viajo em seus delírios
Na direção do absurdo
Que desvela em profundidade
Meu dia a dia.

Faço dos teus lábios imaginários
Minha loucura no desfazer-se do mundo.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

DELIRIO INFANTIL

O céu respira embriagado
A luz do sol e o azul
Desenhando o dia
Que a minha volta
Pouco a pouco declina
Em seu acontecer nervoso.

Tudo passa,
Se vai para sempre
A todo instante
Enquanto espero
Teimosamente
O sem nome
De minhas imaginações
Perdidas.

domingo, 7 de junho de 2009

EREMITA CONTEMPORÂNEO

Tatear a vida
Em incertos passos
Em matemáticas e palavras,
É o destino do indivíduo
Que colhe em silêncio
Intuições de caos
E acasos
No intimo de todas
As coisas.

A vida para ele
É a um só tempo
Épica, satírica
E trágica.

EREMITA CONTEMPORÂNEO

Tatear a vida
Em incertos passos
Em matemáticas e palavras,
É o destino do indivíduo
Que colhe em silêncio
Intuições de caos
E acasos
No intimo de todas
As coisas.

A vida para ele
É a um só tempo
Épica, satírica
E trágica.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

REBELDIA

A vida me ensinou
Que não sou perfeito,
Que jamais serei perfeito.
Mas que sou capaz de acertos,
De julgar a mim mesmo
No tribunal da reflexão
E condenar os outros
Pelos deslizes da razão.

POEMA SOMBRIO

Bebe as cores da paisagem
Até a embriaguez dos sentidos.
Escuta tua intima noite
Sem temer o frio
De pensamentos sombrios.
Apavora a hora de agora
Fazendo fugir o tempo
Revelando os segredos de outrora
Na distração da velha razão...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

NOTA SOBRE O DECADENTISMO EM FRANÇA


Foi por volta de 1880 que o Decadentismo proliferou na literatura francesa contraposto ao realismo e ao naturalismo. Pode-se dizer que mais do que uma mera releitura do romantismo germânico e de seus fundamentos filosóficos o Decadentismo significou uma tomada de consciência deste movimento e seu desdobramento e radicalização em solo francês traduzindo as inquietações de fim de século.

Uma das principais novidades introduzidas pela estética decadentista foi a prosa poética e o verso livre que seria amplamente difundido posteriormente pelo modernismo na segunda dezena do século XX como uma das expressões máximas da liberdade artística frente aos modelos canônicos.

Também chamado de pré- simbolismo o decadentismo personificou em linhas gerais uma recusa do imaginário iluminista e sua noção de progresso, bem como da nova realidade sócio-cultural  inaugurada pela civilização industrial, por uma geração de jovens intelectuais cujo o espírito de revolta conduziu a uma redescoberta do irracional como um novo horizonte a ser desbravado  nas cosmopolitas e vertiginosas paisagens parisienses de fins do século XIX. Não por acaso, antes mesmo de Freud publicar sua Interpretação dos Sonhos, os decadentistas descobriram o inconsciente e os abismos da alma humana como trilha de auto conhecimento.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A ATENÇÃO CRIADORA

Prestar atenção em alguma coisa, poucos sabem, mas é uma modalidade bastante sutil de introspecção. Quando nos envolvemos sensual e animicamente com um determinado objeto, podemos nos misturar a sua substância de tal modo que toda a realidade em volta deixa de “estar ali”.
Mirar intimamente um objeto é um ato complexo e muito diferente da observação desatenta e corriqueira em que nos perdemos no dia a dia. Trata-se de um delicado exercício de imaginação. Pois na medida em que atribuímos ao objeto eleito significados, funções ou propósitos, em que somos absorvidos por ele, lhe emprestamos nossa abstrata humanidade; o fazemos paradoxalmente humano...